Ela mudou muita coisa...  escrito em quarta 15 setembro 2010 14:10

Nas noites frias e escuras ele mostrava sua verdadeira face, o verdadeiro motivo por ser um anjo tingido de negro, a dor estampada em seus olhos, o sofrimento marcando sua face, outrora onde habitava um sorriso agora não havia vestígios de que ele um dia foi capaz de sorrir.

  Caminhando solitário pela noite ele pensava se tudo havia valido a pena, se havias feito as escolhas certas até aquele momento, parou no primeiro bar que avistou e sentou-se a mesa pedindo um vinho barato.

  Enquanto bebia se lembrava da época em que era um garoto, uma época em que as trevas não o seduziam e sim o assustavam, estar rodeado daquelas pessoas e sorrir com elas era a felicidade verdadeira? Ele se perguntava mentalmente incontáveis vezes até acabar com sua bebida se levantar e partir noite a fora.

  Onde antes era reverenciado e causava alegria com sua chegada, agora causava medo nos que lá estavam, quando foi que deixou de ser aquele menino sorridente e cercado de pessoas para se transformar no homem solitário que vagueia só pelas estradas da vida?

  Ali em meio á escuridão se sentia em casa, no pleno silencio da noite, mas as horas passavam e o sol começava a raiar, era hora de retornar ao mundo que o excluía para mais um dia, mas antes, a resposta surgiu como raio de sol que afasta as trevas que a noite traz e um sorriso novamente iluminou seu rosto e sua vida...

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Mãe  escrito em terça 14 setembro 2010 19:22

Ah o tempo sempre passava tao rapido quando voce estava comigo e era meu porto seguro.  Hoje caminha diferente, passando por horizontes novos, um cadinho mais lentamente mas ainda assim caminha... mas voce nao esta mais comigo. E essa saudade e algo que me consome, que doi, que nao me deixa. Mas agora e tao tarde para pedir que voce fique sempre do meu lado e envelheça comigo...

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Amor  escrito em terça 14 setembro 2010 16:23

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança
é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta

um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair
de seu pensamento.

Indecisão
é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que
pode ser que nem exista.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer
que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente,
não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume
o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não... Amor é um exagero... também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, ta
lvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar.

MP
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saudade?  escrito em segunda 12 julho 2010 16:22

..Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...

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Porque sofremos com Carlos Drumont  escrito em segunda 12 julho 2010 16:20

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos

o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas

as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os

momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.


Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo

confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um

verso:

 

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.


A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional...

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